quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Somos santos lutando contra o pecado ou pecadores em busca de santidade?

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Ao longo de todas as cartas do Novo Testamento, o povo de Deus é chamado de muitas coisas. Eles são os “eleitos” (1 Pedro 1.1), “irmãos fiéis” (Colossenses 1.2), “amados” (1 João 2.7), “filhos de Deus” (1 João 3.2), a “nação santa” (1 Pedro 2.9) e, sobretudo, são chamados de “santos”.

Claramente ausente dessa lista está o termo “pecadores”. Não há um lugar que eu conheça em que o povo de Deus, a igreja, seja coletivamente chamado de “pecadores”. Além disso, um argumento pode ser feito de que não há um exemplo no Novo Testamento em que um crente é referido como um “pecador”. O mais próximo disso é a tão conhecida referência de Paulo a si mesmo como o “maior” (ou “chefe”) dos pecadores em 1 Timóteo 1.15. Mas o contexto deixa claro que Paulo usou essa terminologia para se referir à sua antiga vida enquanto perseguidor da igreja. Ele diz: “a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente” (1.13).

Agora, claro, isso não significa que cristãos não pequem. De fato, cristãos pecam e pecam em formas mais sérias e profundas do que eles, geralmente, imaginam. Essa é toda a questão de Romanos 7, em que Paulo lamenta o fato de que ele faz o que não que fazer. A vida cristã inteira é uma batalha entre o novo homem e o velho homem, e esse último, geralmente, ganha. Paul pode até falar de si como “desventurado homem” (Romanos 7.24).

Mas isso é que é interessante. Ao diagnosticar sua própria violação da lei, Paulo conclui que, sempre que peca, não é o verdadeiro Paulo que está fazendo isso. Ele declara: “Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim” (7.17). E, novamente: “Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim” (7.20).

Não interprete mal o que Paulo está dizendo aqui. Ele não está tentando invocar alguma desculpa em que ele não é culpado por esses pecados por ter uma personalidade esquizofrênica e dividida. Não, Paulo é culpado por esses pecados. Mas, no meio dessas atitudes, Paulo busca enfaticamente deixar claro que não é o novo Paulo quem está pecando e sim, o velho. Nesse sentido, ele pode dizer que, quando peca, ele não é o seu verdadeiro eu.

Colocando de outra forma, a identidade de Paulo está atrelada ao novo homem que ele se tornou em Cristo.

Se é assim, isso explica (pelo menos, parcialmente) porque Paulo é ávido em se referir aos crentes como “santos” no início de, praticamente, todas as suas cartas. Paulo não é ingênuo acerca do fato dos cristãos ainda pecarem, e pecarem em formas maiores (de fato, suas cartas são, por vezes, sobre esses pecados!). Mas ele quer que os cristãos pensem em si mesmos considerando suas novas naturezas, não as antigas. Eles são santos que, por vezes, pecam; não, pecadores que, às vezes, fazem o certo.

E, quando as nossas verdadeiras identidades são entendidas de forma correta, isso afeta a forma com que vemos (e respondemos) aos nossos pecados. Podemos pensar que a melhor forma de reconhecermos a profundidade de nossos pecados é pensarmos nós mesmos principalmente na categoria de “pecadores”. Mas isso pode, na verdade, causar o efeito oposto. Se pensamos em nós mesmos apenas como “pecadores”, então nossos pecados são vistos como algo comum e inevitável. Eles são apenas o resultado de quem nós somos. Claro, nós gostaríamos de não pecar. Mas é isso que “pecadores” fazem.

Se, em vez disso, virmos nós mesmos como “santos”, então começaremos a ver nossos pecados sob uma nova luz.  Se nós somos mesmo os “santos”, então os pecados que cometemos são mais profundos, sérios e significativos desvios do chamado de Deus do que nós jamais percebemos. Nosso pecado, em um sentido, é mais hediondo porque está sendo feito por aqueles que têm agora uma nova natureza e identidade.

E é essa “dissonância cognitiva” entre nossas identidades enquanto santos e nossas ações pecaminosas que nos levam ao arrependimento. Arrependemo-nos porque esses pecados não são ordinários e esperados. Eles são fundamentalmente contrários ao que Deus nos fez ser. É essa tensão entre nossas identidades e nossas ações que é perdida quando paramos de pensar em nós mesmos como santos.

Por fim, eu não estou sugerindo que cristãos não podem nunca referir a si mesmos com a palavra “pecador”. Se entendido de forma correta, tudo bem. Mas também devemos ser ávidos para pensar em nós mesmos como santos. Afinal, quando Cristo retornar, é isso que nós seremos. Na glória, não haverá pecadores. Apenas santos.


A-BD

domingo, 8 de setembro de 2013

Cerca de 300 pessoas se convertem a Cristo durante viagem evangelística da Esteadeb a Ouricuri/PE

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A Escola de Teologia da Assembleia de Deus de Pernambuco (Esteadeb) realizou, neste fim de semana, a primeira edição da Viagem Evangelística Pernambuco para Cristo a Ouricuri, a 624 km do Recife. O evento foi promovido junto com AD local, pastoreada pelo evangelista Jabson Avelino.

A caravana da Esteadeb trouxe cerca de 130 irmãos vindos do capital pernambucana, que realizaram um trabalho voluntário voltado para o evangelismo pessoal e infantil junto com serviço social no município. Na comitiva, havia professores de crianças, advogados, cabeleireiros e outros vários voluntários que se espalharam por diversos bairros da cidade para seguir a agenda cheia do fim de semana.

Entre um corte de cabelo e uma literatura, entre uma palavra de evangelização e uma orientação social ou entre uma brincadeira com crianças e uma forma lúdica de falar das boas novas de Cristo, as equipes se gastaram durante três turnos de dois dias para levar Cristo a diversas vidas carentes.

O trabalho foi realizado nos colégios José Coriolano (bairro de Santa Maria) e Joaquim Manoel da Silva (povoado de Santa Rita), além dos evangelismos nas diversas congregações espalhadas pelo município.

No sábado, os moradores da pequena vila de Santa Rita receberam os serviços sociais da caravana da Esteadeb. O evento contou com a participação da Banda Marcial Shekinah, da AD em Ouricuri. À noite, a cruzada evangelística, no mesmo local, atraiu centenas de pessoas à praça principal da vila, onde 130 almas se converteram a Cristo.

No domingo, os irmãos se espalharam por vários pontos de Ouricuri durante a Escola Dominical. À tarde, moradores receberam atendimento estético, enquanto diversas crianças foram orientadas por voluntárias da equipe de educação infantil no bairro de Santa Maria.

O culto de encerramento contou com uma participação massiva da igreja, que, junto com os irmãos do Recife, celebraram um festivo culto de encerramento ao Senhor.  Ao final, a caravana entoou o hino da Assembleia de Deus, num momento de emoção e adoração ao Salvador. O relatório mostrou o sucesso da ação: durante os dois dias, foram 28 atendimentos de glicose, 139 aferimentos de pressão, 60 cortes e 39 escovas de cabelos. Claro, o número principal foi a quantidade exorbitante de vidas salvas: entre adultos e crianças, foram contabilizadas em torno de 300 conversões a Cristo em dois dias de evangelismo em massa.

A caravana da Esteadeb, liderada pelo professor Gilvanildo Hermano, partiu de volta ao Recife no fim da noite do domingo, satisfeita pelo trabalho cumprido e deixando a igreja em Ouricuri regozijada pelos frutos de um esforço bem investido nas almas da cidade.

Confira a galeira de fotos do evento (clique nas imagens para ampliá-las):






























A-BD